Adaptação da Olívia: como estamos.


Olívia correndo no parquinho

Depois de mais de um mês em Turim, posso escrever sobre a adaptação da Olívia à mudança. Antes de mais nada, peço compreensão pois somos uma mãe e um pai fazendo sempre o nosso melhor para a pequena. Como todos sabem todo período de adaptação é complexo.

Para quem não sabe, a Olívia nunca foi para a escolinha. Ela passou os 6 primeiros meses de vida em casa comigo e quando eu voltei a trabalhar, quem cuidava dela era a mãe do Fabiano, minha querida sogra Titi. Só quando ela estava com quase 1 ano contratamos uma babá para ajudar a minha sogra, a Aline.

Contei isso para dizer que a mudança de país para a Olívia, implicou também em se separar das referências de cuidado dela: a avó e a Aline.

Na verdade, a pequena passou por várias perdas num curto espaço de tempo: a casa onde ela nasceu, seu quartinho, a presença diária da avó e da babá…Some isso a ter ficado mais de 1 mês com os meus pais e minha irmã e também ter que se separar deles.

Posso estar falando besteira, pois sou leiga no assunto, mas todas essas separações e perdas deixaram-na mais apegada a mim e ao pai, a sensação que tenho é que ela as vezes tem medo de nos perder também. Aos poucos ela está recuperando a sua independência, mas ainda está bem grudada em nós.

Uma outra mudança significativa para ela foi o horário. Chegamos aqui com uma diferença de 4 horas de fuso para o Brasil e no início ela manteve um pouco seus horários de lá: acordava as 10 aqui e 6 da manhã no Brasil, ia dormir à meia noite aqui, 8 da noite lá. E quando ela começou a entrar no horário daqui, começou o horário de verão e bagunçou tudo de novo. Agora estamos nos acostumando aos novos horários dela, mas ainda está tudo meio bagunçado. Aqui cabe uma mea culpa: eu não consegui criar uma rotina pra nós ainda e sei que preciso me apressar para fazer isso.

Em relação à alimentação tivemos um problema inicial com o leite dela, já que o que ela tomava no Brasil não tem aqui e as duas latas que eu trouxe acabaram logo. Tentamos o leite de vaca, mas ela não se adaptou, o intestino ressecou muito e ela sofreu horrores para fazer o número 2. Então voltamos para a fórmula e acho que encontramos um leite perfeito pra ela. De qualquer maneira, talvez pela idade, ela está mamando menos e estamos pensando em trocar a mamadeira por um copo. O resto da alimentação dela esta boa, mas eu ainda estou me adaptando aos produtos aqui, então estamos também em fase de testes nessa parte. Cabe informar que ela está se alimentando bem, experimentando novos sabores, comendo muitas frutas e, é claro, o queijo que ela ama.

Acho que além dessa fase louca de mudança, que bagunçou tudo, chegou também os terrible two e temos agora uma menininha teimosa e birrenta, mas que segue um amor e muito feliz. É claro que ela está passando por um turbilhão de emoções e como não fala muita coisa além de mamãe, papai, vovó, vovô, Dedé (minha irmã), ovo e Pateta, se frustra por não conseguir expressar o que está sentindo, mas são crises momentâneas. Temos certeza que com amor a paciência (que eu rezo o tempo todo para ter), vamos superar mais essa fase.

Olívia correndo no parquinho

Olívia está aos poucos deixando de ser um bebezinho e virando uma criança e poder vê-la brincando nos parques, sem toda a violência que infelizmente tomou conta das cidades no Brasil, é a parte mais recompensadora da mudança de país.  E a adaptação da pequena está até melhor d que imaginávamos.

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