E o Pneu?


Pneu na sua caminha nova em Campinas.

Para quem ainda não sabe, nós temos um cãozinho chamado Pneu. Ele não possui uma raça definida, foi achado pelos pais do Fabiano abandonado na praia e nós o adotamos. O Pneu é o nosso filhinho de 4 patas e todas as nossas decisões sobre a mudança levaram em conta a presença e o bem estar dele.
Para levar um animalzinho de estimação para a Europa é preciso fazer uma série de procedimentos que não explicarei com detalhes neste post. Para ver os procedimentos consultem o site do Ministério da Agricultura aqui.

A primeira providência que tomamos foi aplicar o microchip nele e depois vaciná-lo contra a raiva. Porém, depois de ler e reler o site do Ministério, fiz as contas e quando percebi que não teríamos os 90 dias necessários entre a coleta do sangue para a sorologia e a viagem, entrei em desespero. Chorei horrores, conversei com o Fabiano, com os meus pais, com a minha irmã que é médica veterinária e tomamos uma decisão conjunta: deixar o Pneu na casa dos meus pais em Campinas e depois minha irmã o levaria para Turim. Na casa dos meus pais tem bastante espaço para ele, tem mais 2 cachorros pra ele brincar e a minha irmã é veterinária. Sem contar que somos todos cachorreiros aqui.

Superada essa parte, que foi dificílima e bem sofrida para nós, foquei em trazê-lo para Campinas. 

Aqui cabe um parênteses: eu nunca abandonei ou abandonaria nenhum ser que amo,  o Pneu é um filho para nós e, repito, todas as decisões que tomamos foram pensadas em função do bem estar dele. O Pneu é um cão com histórico de demodiciose na infância e é extremamente ansioso.Sim, a ponto de roer as unhas de tanta ansiedade. Em virtude disso, precisamos minimizar ao máximo o stress dele, para não corrermos o risco da demodiciose voltar. 

Para trazer o Pneu de Caxias do Sul para Campinas, eu tinha 2  opções de companhia aérea: Azul e Gol. A Azul era, num primeiro momento, a nossa escolha, já que ela faz o trecho Caxias do Sul – Campinas, enquanto a Gol opera o trecho Caxias do Sul – São Paulo Congonhas. Entrei em contato com as duas empresas e já de cara tive que desistir da Azul, pois como Pneu pesa 10 kg, não poderia viajar na cabine conosco e apenas a Gol, das duas cias supra citadas, transporta pets no porão. Como fiquei sem opção, emiti nossas passagens pela Gol usando milhas Smiles e dinheiro e, ato contínuo, entrei em contato por telefone com a CIA aérea para reservar o lugar do Pneu no voo. Para viagens nacionais, a Gol exige:

– Chegar com pelo menos 2 horas de antecedência para fazer o check-in;

– Atestado de saúde do cão, feito por Médico Veterinário, com 10 dias de validade e emitido em até 72 h antes do embarque;

– Carteira de vacinação do cão, com a vacina anti-rábica em dia (com menos de 1 ano de aplicação);

– Transporte rígido, com tamanho suficiente para o cão ficar em pé, sentar, deitar e dar uma volta no eixo dele, forrado com tapete higiênico. Existem no mercado de pet shop modelos de transporte fantásticos para este fim;

– O cão não pode estar sedado e a CIA aérea não transporta cães braquicefálicos no porão (não sei se transportam na cabine);

– O valor da passagem do cão é de uma taxa de R$ 90,00 + porcentagem da tarifa cheia multiplicada pelo peso do animal com o transporte. Por telefone eles te dão uma estimativa, pois como tem que pesar o bichinho, o pagamento é na hora do check-in. No caso do Pneu, a pesagem de 13kg e a passagem dele custou R$662,00. Para vcs terem uma ideia, eu gastei R$ 396,00 de passagens e taxas para nós 3 (eu, Fabiano e Olívia) mais as millhas Smiles, quase metade do preço da passagem do Pneuzinho.

No dia de viajar, assim que colocamos o Pneu no transporte ele já começou a chorar. Chorou no carro até o aeroporto e acho que seguiu chorando até chegar em São Paulo, pois quando o funcionário da Gol me entregou o transporte no aeroporto de Congonhas, o pobrezinho estava chorando e quando ouviu a minha voz entrou num estado de ansiedade que só passou quando chegamos na casa dos meus pais em Campinas. Aqui preciso dizer que o serviço da Gol foi impecável ( não tô ganhando nada não, é pura gratidão): assim que eu entrei na sala das bagagens, meu nome foi anunciado pedindo para eu procurar um funcionário da companhia e me entregaram o Pneu. Foram cuidadosos e rápidos. Nota 10 para a Gol.

Quando tiramos o Pneu do transporte em SP para ele dar uma voltinha, fazer xixi, essas coisas, vimos que ele tinha estraçalhado o peitoral dele. Ele age assim quando está estressado demais. Isso nos obrigou a pesar os prós e os contras de levá-lo para Turim. São 11 horas de vôo e temos muito medo que ele sofra muito. Então, até segunda ordem, o Pneu ficará aqui com os meus pais. Tem 10 dias que chegamos e ele está se adaptando super bem ao seu novo lar: tem seu cantinho com caminha, seu tapetinho pro xixi e cocô, já fez amizade com os cachorros da casa e ganhou até um upgrade na ração (saiu da Golden e foi pra Royal Canin, coisas da Tia Ritinha veterinária).

Eu não gosto muito de pensar em como vai ser não tê-lo por perto, mas eu sei que ele estará muito bem com a minha família aqui no Brasil. Se conseguirmos tratar a ansiedade dele ou algo do tipo, buscaremos o pequeno, mas não vamos impor nenhum sofrimento a ele.

1 Comentário

  1. Acredito que no momento é realmente a melhor escolha para o Pneuzinho. Poderemos ficar tranquilos pois ele terá amor, carinho e atendimento “especializado”( Ritinha que o diga) em casa.
    Claro que a saudade virá, mas só em saber com quem ele está suaviza bastante.
    Beijo grande!!!

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