Final countdown.


10 dias. Nem parece verdade.

Old illustration of Torino
Turim.

Foram uns dois anos de planejamento e pensamento orientado ao objetivo de tentar a vida lá fora.Tentar um pouco mais de qualidade de vida, de referências melhores para a Olívia.

Respiramos mudança, eu e a Ni, neste setecentos e poucos dias.

Não recomendo a aventura por si só. O risco de fracasso é muito alto. Aos poucos contarei a história inteira aqui, mas foram muitas as coisas levadas em consideração, planos A, B, C e Ds. E as vezes a sorte. É preciso contar com ela também na hora do aperto.

Finalmente é real. Finalmente, chegou o ponto sem retorno.

Serão dias de despedidas, de rompimentos, mas de tirar um pouco de peso de bagagem, para poder voar mais leve.

Todos os compromissos que eu tinha aqui e que não podiam me acompanhar, já foram jogados ao mar.

Não há problema em se estar preso. Há problema em não poder libertar-se.

A segurança é uma necessidade humana, um vício da mente. E de vez em quando é preciso acabar com a ilusão da constância das coisas. É preciso romper com o previsível e colocar-se em “modo inesperado”.

Agradeço imensamente a todas as oportunidades que tive aqui, a todos que sonharam meus sonhos comigo, e aqueles cujo os sonhos eu ajudei a realizar. Jamais esquecerei de vocês.

Mas é hora de partir, num mundo em que já não partimos mais tanto assim, em que estamos sempre perto, mesmo quando nos vamos para sempre.

É hora recolher a âncora e içar velas.

3 Comentários

  1. Sentiremos muuuuuiiiiitttttaaa saudades e vamos ficar torcendo por vocês, para que Turim os acolha de braços abertos e que tudo valha a pena!!
    Este texto traduz nossos sentimentos. Boa viagem!!!!!

    Filhos são como Navios

    Ao olhar um navio no porto imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte ancora.

    Às vezes não percebemos que ali ele está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro de suas próprias aventuras.

    Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos. Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.

    Assim são os filhos.

    Por mais segurança que possam sentir junto aos pais, eles nasceram para singrar os mares da vida e viver suas próprias aventuras.

    Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a vivência e a experiência própria é necessária.

    É claro que o lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.

    Se os filhos foram destinados a partir, temos que perceber que ninguém pode traçar o seu destino, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar valores herdados como: humildade, honestidade, disciplina, gratidão e generosidade.

    Porém, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que: quem ama educa.

    Ah! Como é difícil soltar as amarras.
    (Içami Tiba)

  2. Vamos sentir saudades, vamos sentir falta!
    Mas, voar é preciso. É para quem tem coragem, para quem não teve asas cortadas.
    Muito sucesso e que lá seja a oportunidade tão sonhada, tão desejada.
    Felicidade nesta nova luta de vocês.
    Bjs e amamos vocês.

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